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Desassoreamento de Represas: protegendo recursos hídricos e evitando crises de abastecimento

  • Foto do escritor: natalinhacon
    natalinhacon
  • 2 de ago.
  • 4 min de leitura

Represas assoreadas perdem capacidade e aumentam os riscos de enchentes. Entenda como o desassoreamento recupera o volume de água, previne crises e mantém a segurança hídrica em dia.


Introdução


Represas e reservatórios são ativos estratégicos para cidades e indústrias — armazenam água para consumo, geração de energia e irrigação. Porém, com o passar dos anos, é comum que sedimentos (areia, argila, lodo) transportados pelos rios se acumulem no fundo dessas estruturas, processo conhecido como assoreamento. O resultado é uma perda gradual de capacidade de armazenamento e uma série de problemas correlatos: rios a montante podem extravasar com mais facilidade (a represa deixa de reter picos de cheia), a qualidade da água se degrada com excesso de matéria orgânica, e bombas de captação enfrentam resíduos e abrasão.

O desassoreamento de represas é a resposta técnica para esses desafios. Consiste na remoção planejada dos sedimentos acumulados, restaurando a profundidade e o volume original do reservatório. Na Reserva Engenharia, realizamos desassoreamentos combinando expertise ambiental com equipamentos robustos, garantindo que a operação seja eficiente e segura — tanto para a infraestrutura da represa quanto para o ecossistema local.


Por que o assoreamento é prejudicial?


Antes de falar da solução, é importante entender as consequências de uma represa assoreada:

  • Redução da capacidade útil: cada centímetro de lodo depositado no fundo representa água a menos que a represa consegue armazenar. Ao longo de décadas, a perda volumétrica pode chegar a milhões de metros cúbicos, comprometendo o abastecimento em períodos de seca e diminuindo a margem de segurança em períodos de chuva.

  • Maior risco de enchentes a jusante: quando uma represa está cheia de sedimentos, ela não consegue amortecer picos de vazão eficientemente. Assim, chuvas intensas transbordam mais cedo pelas estruturas vertedouras, podendo agravar enchentes rio abaixo. Em casos extremos, o assoreamento pode até comprometer a estabilidade da barragem devido ao peso extra e à pressão indevida.

  • Danos ambientais: o acúmulo de lodo geralmente vem carregado de nutrientes que causam florações de algas nocivas e a proliferação de macrófitas. Além disso, metais pesados e poluentes presentes nos sedimentos podem ser remexidos e liberados, afetando a fauna aquática.

  • Ineficiência na geração de energia: para represas com função hidrelétrica, o volume útil menor significa menos água passando pelas turbinas e, portanto, menor geração de energia. Em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), por exemplo, o assoreamento pode tirar turbinas inteiras de operação se as tomadas d’água ficarem obstruídas.

  • Custo elevado de bombeamento: nas represas de abastecimento, bombas e estruturas de captação precisam lidar com água mais rasa e sedimentos em suspensão. Isso aumenta o desgaste dos equipamentos (abrasão nas bombas, entupimento de filtros) e eleva o consumo de energia para bombear a água, já que o nível operacional fica abaixo do ideal.


Como funciona o desassoreamento de represas


O desassoreamento é uma operação complexa, que deve ser cuidadosamente planejada:

  1. Estudos preliminares: realiza-se um levantamento batimétrico (mapeamento da profundidade) para identificar o grau de assoreamento e calcular o volume de sedimentos a ser removido. Também são feitas análises da composição do lodo, a fim de definir o método de dragagem e o destino adequado do material — por exemplo, se pode ser depositado em área próxima ou se requer disposição especial por contaminação.

  2. Plano de dragagem: com base nos dados, elabora-se um plano técnico. Nele, define-se quais equipamentos usar — frequentemente escavadeiras embarcadas em plataformas flutuantes, aliadas ao bombeamento hidráulico em alguns trechos — além das rotas de transporte do sedimento removido (via batelões, caminhões ou tubulações de recalque até bacias de decantação).

  3. Execução faseada: o trabalho é geralmente dividido por setores da represa, para controlar a turbidez e o impacto ambiental. Empregam-se barreiras de contenção para evitar que o lodo em suspensão se espalhe. As escavadeiras removem o sedimento e o carregam em barges (batelões), que são deslocados por rebocadores até o ponto de descarga.

  4. Disposição do material dragado: o sedimento removido deve ter um destino seguro. Em muitos casos, ele é desaguado em áreas de bota-fora próximas e depois modelado para recuperação ambiental (por exemplo, criação de taludes vegetados). Se houver contaminação, o lodo pode ser encaminhado para aterros especializados.

  5. Monitoramento contínuo: durante toda a obra, monitoramos a qualidade da água (níveis de turbidez, oxigênio dissolvido) e a integridade da estrutura da represa. Assim, garantimos que o desassoreamento ocorra conforme o previsto, sem causar danos ou surpresas.


Caso de parceria: Reserva Engenharia e Light Energia SA


Desde 2016, a Reserva Engenharia é responsável pelas operações de limpeza do reservatório da Usina de Vigário, sob gestão da concessionária Light, localizada em Piraí (RJ). O serviço inclui o desassoreamento da tomada d’água e o controle da vegetação aquática, garantindo as condições operacionais da usina.

O resultado dessa parceria é a estabilidade da geração de energia, sem interrupções causadas por acúmulo de sedimentos ou obstruções por macrófitas. A continuidade desse contrato por quase uma década reforça a confiança da Light no trabalho da Reserva Engenharia e demonstra como a manutenção preventiva bem executada evita custos maiores no futuro.


Conclusão


O desassoreamento de represas é um investimento estratégico na segurança hídrica e na longevidade das infraestruturas de abastecimento e energia. Em vez de reagir a crises — como a falta d’água ou falhas em usinas — gestores prudentes estão incorporando a dragagem preventiva aos seus planos de manutenção.


A Reserva Engenharia oferece a combinação ideal de conhecimento técnico e experiência prática para esses projetos. Nossos profissionais entendem tanto as demandas de órgãos públicos preocupados com o abastecimento quanto os requisitos de concessionárias de energia que não podem parar.


Se sua represa ou lagoa apresenta sinais de assoreamento, não espere chegar ao ponto crítico. Entre em contato conosco e descubra como podemos recuperar a capacidade do seu reservatório de forma segura, econômica e com o menor impacto ambiental possível.



Desassoreamento de represas

 
 
 

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