Remoção de Macrófitas Aquáticas: Eficiência e Resultados Duradouros na Limpeza de Lagos e Canais
- natalinhacon
- 31 de jul.
- 5 min de leitura
A remoção de macrófitas invasoras exige mais do que cortar plantas. Descubra técnicas eficientes de controle de vegetação aquática que eliminam aguapés, taboas e outras espécies, garantindo canais e lagos limpos por mais tempo.
Introdução
Macrófitas aquáticas , como aguapés, taboas, braquiárias e outras plantas invasoras, são um desafio para gestores de recursos hídricos. Quando essas vegetações proliferam sem controle em lagos, represas e canais , elas obstruem o fluxo da água, prejudicam a qualidade e a oxigenação, além de servirem de abrigo para mosquitos e outras pragas. Prefeituras e órgãos ambientais frequentemente se deparam com espelhos d'água totalmente tomados por um tapete verde de plantas, exigindo ações de remoção urgentes.
Entretanto, remover macrófitas não é apenas “cortar o mato” que se vê na superfície. Métodos tradicionais, como o uso de trator aquático (ceifadeira aquática) , cortam e coletam apenas a parte visível das plantas, deixando raízes e rizomas no fundo. Em poucos dias ou semanas, o vegetação volta com ainda mais força, tornando o esforço inicial quase inútil. É por isso que a Reserva Engenharia adota uma abordagem técnico-comercial diferenciada: em vez de oferecer somente uma limpeza cosmética, entregamos uma solução definitiva que retira as plantas pela raiz, garantindo resultado duradouro e economia a longo prazo.
Desafios das Plantas Aquáticas Invasoras
As macrófitas invasoras prosperam em ambientes ricos em nutrientes (como lagos com esgoto ou adubo agrícola) e em águas paradas ou de fluxo lento. Alguns dos problemas causados pelo seu crescimento excessivo incluem:
Assoreamento acelerado: O vegetação aquática retém sedimentos e matéria orgânica, contribuindo para o acúmulo de lodo no fundo. Com o tempo, o assoreamento diminui a profundidade útil do corpo d'água, podendo até secar pequenas lagoas.
Baixa oxigenação e mortalidade de peixes: Tapetes densos de plantas impedem a penetração da luz solar e a troca gasosa, liberam a oxigênio dissolvido na água. Isso leva a episódios de mortalidade de peixes e desequilíbrio ecológico.
Bloqueio de bombas e estruturas hidráulicas: Em reservatórios de usinas ou estações de tratamento, plantas como aguapés podem obstruir níveis de captação e tubos, causando paradas operacionais, perda de eficiência e danos em equipamentos.
Riscos à saúde pública: Lagos cobertos de macrófitas frequentemente se tornam focos de mosquitos (como o Aedes aegypti), caramujos e outros vetores de doenças. Além disso, o mau cheiro decorrente da agitação vegetal afugenta o uso recreativo dessas áreas e desvaloriza seu entorno.
Métodos Tradicionais de Remoção: Limitações
Os métodos mais simples de controle de vegetação aquática costumam apresentar algumas limitações:
Capina manual ou mecanizada superficial: Em alguns locais, tenta-se remover plantas com ancinhos, redes ou máquinas leves, retirando-se apenas a parte flutuante. Essa abordagem exige muita mão de obra, é lenta e raramente impede a rebrota, já que raízes permanecem no sedimento.
Herbicidas aquáticos: Uma aplicação de produtos químicos para matar macrófitas pode parecer uma solução rápida, mas traz riscos ambientais sérios. Além de eliminar não apenas as plantas invasoras, mas também outras espécies, os herbicidas deixam toda a biomassa morta dentro da água, aumentando a carga orgânica em reserva. O resultado pode ser ainda mais falta de oxigênio e peixes mortos, além do risco de contaminação química.
Tratores aquáticos (ceifadeiras): São embarcações projetadas para cortar e colocar plantas na superfície. Como mencionado, esse método faz apenas uma “poda aquática”: as plantas são aparadas, mas as raízes ficam. Em infestação pesada de aguapés, por exemplo, o trator aquático pode precisar operar continuamente sem nunca dar fim ao problema. Ele oferece um intervalo visual temporário, porém não resolve a causa.
Em resumo, as abordagens tradicionais ou superficiais geram um falso senso de segurança . O lago parece limpo por alguns dias, mas logo retorna ao estado original (ou pior). Além disso, muitas vezes envolve altos custos operacionais contínuos, seja por reaplicações de herbicida, seja por equipes permanentes de limpeza.
Remoção Mecânica com Escavadeira Embarcada: Uma Solução Definitiva
A remoção mecanizada utilizando uma escavadeira embarcada ou uma escavadeira hidráulica de longo alcance posicionada em uma balsa é atualmente uma forma mais eficiente de lidar com macrófitas densas. Essa técnica, adotada pela Reserva Engenharia, possui vantagens claras:
Retirada completa das plantas com raiz e sedimento: Ao contrário da ceifadeira, a caçamba da escavadeira embarcada arranca a vegetação pela raiz, removendo também a camada de lodo rico em nutrientes onde elas se fixam. Isso impede uma recuperação rápida, já que o “berço” da planta invasora é removido.
Alta produtividade: Uma escavadeira de grande porte operando em plataforma flutuante pode remover amostras de metros cúbicos de biomassa vegetal por hora. Equipamentos robustos permitem abrir clareiras amplas em um único dia de trabalho, muito além do que qualquer método manual ou trator leve a conseguir.
Acesso às margens e pontos críticos: Macrófitas como taboa e braquiária muitas vezes se concentram nas margens e áreas rasas. O trator aquático tem dificuldade ou não consegue atuar nesses locais, mas a escavadeira de longo alcance atinge facilmente as bordas, garantindo que nenhum foco denso fique para trás.
Logística integrada de remoção e transporte: Na metodologia da Reserva Engenharia, a escavadeira deposita o material retirado em barcos de apoio (batelões) . Contamos também com barcos empurradores e rebocadores para conduzir os vegetais recolhidos até o ponto de descarte na margem ou até caminhões. Esse processo integrado evita que a vegetação cortada fique boiando ou se espalhe novamente, problema comum quando se usa somente ceifadeiras sem suporte adequado.
Destino ambientalmente correto: Todo o material vegetal removido é transportado para local adequado (aterro, compostagem ou outro destino licenciado), obedecendo às normas ambientais. Dessa forma, limpamos o corpo d'água e também resolvemos o destino dos resíduos, garantindo conformidade legal e sustentabilidade.
Caso de Sucesso: Lago Limpo e Vegetação Sob Controle
Para ilustrar a eficácia desse método, podemos citar a Lagoa do Fundão em Formiga-MG invadido por Elodea, taboa e braquiária . Inicialmente, o lago estava 80% coberto por plantas, prejudicando o lazer da população e gerando lesões devido ao mau cheiro. Com o uso de escavadeiras embarcadas e técnicas de remoção mecânica completa, a Reserva Engenharia eliminou aproximadamente 95% da cobertura vegetal em poucos dias de operação, incluindo raízes e bancos de lodo.
Após a intervenção, o lago recuperou a sua paisagem original e manteve-se limpo por um longo período - tendo hoje 6 anos da intervenção, sem necessidade de manutenção. Diferentemente das tentativas anteriores com ceifadeiras aquáticas, que necessitavam ser repetidas, a solução mecânica trouxe um resultado duradouro . A Prefeitura relatou redução drástica nos custos de manutenção e elogios da comunidade pela restauração do lago.
Conclusão
Sem controle de vegetação aquática , a diferença entre “limpar” e “resolver” é enorme. Enquanto métodos superficiais produzem um efeito rápido, porém passageiro, a remoção de macrófitas com técnicas corretas garante eficiência operacional e tranquilidade ao gestor público ou privado.
A Reserva Engenharia se posiciona como referência nesse campo, unindo conhecimento técnico e equipamentos especializados para remover o problema pela raiz . Se sua lagoa, canal ou represa sofre com plantas invasoras, não se contenta com paliativos de curto prazo. Entre em contato conosco e conheça nossas soluções em dragagem e remoção de macrófitas que entregam não apenas um ambiente visivelmente limpo, mas operacionalmente funcional e livre de retrabalho constante.

